quinta-feira, 9 de novembro de 2017

SANTA LUZIA-BA: GAROTA ACUSA CARCEREIRO DE ESTUPRO EM DELEGACIA

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ADOLESCENTE DE 16 ANOS FOI À UNIDADE POLICIAL PARA LEVAR LENÇOL PARA O IRMÃO DELA, QUE HAVIA SIDO PRESO TAMBÉM POR SUSPEITA DE ESTUPRO  
Uma adolescente de 16 anos que diz ter sido estuprada por um carcereiro, dentro da delegacia da cidade de Santa Luzia, na região sul da Bahia, contou que acompanhou o homem até o local onde supostamente foi abusada porque pensou que estava caminhando até a carceragem da unidade policial, onde o irmão dela está preso.

A informação foi passada pela adolescente durante uma entrevista que foi exibida nesta quarta-feira (8) pela TV Santa Cruz, filiada da TV Bahia no sul do estado. “Eu pensei que ele [o carcereiro] ia me levar para ver meu irmão. Na hora que eu entrei, ele me levou para o banheiro e começou com os abusos”, contou a garota, que teve a identidade preservada.

O estupro teria ocorrido na segunda-feira (6). Conforme a polícia, a adolescente foi até a delegacia para entregar um cobertor para o irmão dela, que foi preso também por suspeita de estupro na cidade. No entanto, durante a visita, a garota teria sido atacada pelo suspeito.

Em depoimento à polícia, a jovem contou que além de praticar o estupro, o homem ameaçou prejudicar o irmão dela, caso ela gritasse por socorro. A garota fez o exame de corpo de delito na delegacia de Itabuna, acompanhada por conselheiros tutelares, ainda na terça. O resultado deve sair em até 15 dias.

O suspeito, identificado como Eduardo Sales Silva, foi preso em flagrante na segunda-feira, e foi solto na terça-feira, após audiência de custódia. Segundo a polícia, o homem, que trabalhava na unidade policial há um ano, alegou ter sido seduzido pela adolescente. O carcereiro é casado e tem dois filhos, segundo a polícia.

O suspeito deve cumprir medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Entre as determinações, estão não poder exercer nenhuma função pública até que a investigação seja concluída, evitar manter qualquer tipo de contato com a vítima e comparecer mensalmente à Justiça, para informar e justificar atividades.



Matéria publicada em 09/11/2017 - FONTE: G1

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