TUMULTO NA CÂMARA DE VEREADORES DE EUNÁPOLIS, NA SESSÃO DESTA QUINTA-FEIRA, 01/03/2018


PARA ALGUNS, SIMPLESMENTE, “FOGO NO CABARÉ”  
Eunápolis, uma bela e progressista cidade do extremo sul baiano, passa por um momento complicado, após o afastamento do prefeito eleito pelo voto popular. A Operação Fraternos da PF, que movimentou idéias e ideais, dividindo opiniões, está em andamento e operações desse tipo se fazem necessárias quando alguma coisa não “cheira bem”, entretanto, uma grande “vala” abriu-se no cenário político, deixando a cidade carente de uma administração firme e solidária com o povo.

As queixas populares são vistas claramente nas redes sociais e nos papos das esquinas. As conversas se convergem para uma pergunta: Somos um barco à deriva? Inúmeras reclamações sobre transporte escolar, saúde, educação, dentre outras, tem deixado o povo insatisfeito e em estado de alerta, surgindo, a partir daí, manifestações diversas, como as que ocorreram hoje.

A Câmara de Vereadores de Eunápolis, a casa do povo, dentro dos parâmetros da lei e da ordem, aberta democraticamente ao público, tornou-se palco de disputas territoriais, onde grupos, aproveitando a deixa do tema Operação Fraternos, passaram a frequentá-la com o intuito de ganhar força e espaço, querendo, obviamente, cair nas graças do povo.

Um grupo que já esteve lá em outras datas, marcou presença novamente, depois de movimentar as redes sociais pedindo apoio popular. Algumas pessoas vestidas de preto, com cartazes, gritando palavras de ordem, exigiam mais ação dos vereadores. Outro grupo, com roupas caracterizando a chamada "onda azul", em apoio ao prefeito afastado também marcava presença.

O clímax do evento deu-se no momento em que a Polícia Militar, solicitada previamente, por questões de segurança, retirou um manifestante do local.  O mesmo teria sido contido no local, na semana passada, pela Guarda Municipal.

Palavras de ordem como “Povo Unido Jamais Será Vencido” ou “Fora Corruptos”, além de alguns impropérios não justificáveis, ecoaram no plenário, provocando reações e opiniões diversas.

A ação e presença popular se fazem necessárias em qualquer democracia, para o bom andamento dos trabalhos dos políticos, que devem ser cobrados sim, pelo povo, mas não da forma que tem sido feita ultimamente. Quando essas manifestações extrapolam o compreensível e passam para o desacato, perdem completamente o sentido.

Eunápolis precisa de oposição, mas de uma oposição inteligente, atuante, nas ruas, no plenário ou em qualquer lugar que se faça necessário, com atitude, mas sem “discurso de ódio”. Político treme nas bases, quando vê manifestações populares ganhando as ruas. (Por Carlos Rheiz).



Aviso do Bocão 64

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