Agora é a vez de A SAGA DA MADEIRA - 1.PAU-BRASIL, ser laçado
em Trancoso: no sábado, dia 8 de agosto, às 18 horas, na Livraria Nobel. A
conceituada Livraria situa-se na rua do Telégrafo nº 301, ali perto do
Quadrado, na galeria Mandacaru, também conhecido como “shopping”.
Antes do ouro, da cana
e do café, o Brasil nasceu da madeira. Foi do vermelho vivo do pau-brasil que
surgiram as primeiras riquezas, os primeiros conflitos e o próprio nome deste
país. Em A Saga da Madeira – 1. Pau-Brasil, realidade e imaginação se
entrelaçam: o personagem Ruben, um holandês curioso enviado pela Coroa
Portuguesa no século XVI, torna-se símbolo do olhar estrangeiro, ora de
admiração, ora de cobiça, sobre as nossas florestas. E procura, inspirado em Thomas
Morus, quem sabe se por aqui encontrava a ilha da Utopia? Ao lado de sua
narrativa inicial ficcional, o autor conduz o leitor a uma profunda análise
histórica do processo extrativista, das relações coloniais e da constante
devastação da Mata Atlântica.
Da chegada de Cabral às matas do sul da Bahia, das caravelas
às serrarias coloniais, a obra revela como o ciclo do pau-brasil moldou a nossa
economia, devastou florestas e deixou marcas profundas na identidade
brasileira.
Com uma linguagem envolvente e rigor histórico, esta é a
primeira parte de uma trilogia que conta a verdadeira saga da madeira no
Brasil: do pau-brasil, passando pelo jacarandá, ao eucalipto, hoje a madeira
predominante no extrativismo florestal.
Uma leitura indispensável para quem busca compreender não
apenas o passado das nossas florestas, mas a própria alma do país que, delas,
nasceu.
O autor, ao concluir Porto Seguro: história de uma esquecida
capitania, constatou uma lacuna na historiografia e na literatura brasileira,
ao não abordar de forma adequada o extrativismo florestal, principalmente onde
o país nasceu; e essa atividade econômica – com os seus tipos sociais
modificados ao longo dos séculos – continua a existir com enorme peso. Assim,
enveredou no cenário e comprovou sua assertiva, bem como muito aprendeu sobre o
tratamento do tema noutras partes do Brasil, e nas muitas referências técnicas
ao pau-brasil, o antigo cesalpinia echinata, hoje paubrasilia echinata. A
lacuna que se propôs estudar, situa-se na Costa do Descobrimento, e de forma
mais ampla, nas chamadas “capitanias do centro”: Ilhéus, Porto Seguro e
Espírito Santo.
Jornalista, escritor e historiador, Roberto R. Martins nasceu
em Ipiaú-Ba, em 1945, criou-se em Jequié, cidade onde adquiriu régua e compasso
para a vida intelectual e política. Líder estudantil secundarista, chegou a
vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundários - UBES, indo
morar no Rio de Janeiro. Com o golpe militar de 1964, foi preso em Teresina-PI.
Voltou ao Rio e viveu em outras grandes cidades brasileiras, como Porto Alegre
e São Paulo. Regressou para a Bahia em 1983, fixando-se em Eunápolis, onde seu
pai foi pioneiro.
Em 1970 foi preso político em São Paulo; no Presídio Político
pesquisou o livro Liberdade para os brasileiros – Anistia ontem e hoje, que
saiu pela Editora Civilização Brasileira em 1978, alcançando as primeiras
colocações entre os mais vendidos.
Atuou no semanário Movimento, no qual foi repórter e redator;
foi fundador do Comitê Brasileiro pela Anistia-CBA/RJ, tendo ampla participação
neste movimento; também participou da fundação do Partido dos Trabalhadores-PT
em 1980. Em 1982 foi candidato a deputado estadual pelo PT/RJ, sendo o sexto
mais votado.
Pesquisou a legislação de repressão política para a OAB/RJ
que foi publicada pela instituição (1984), e mais tarde, escreveu Segurança
Nacional pela coleção Tudo é História, da Brasiliense (1986). A seguir,
dedicou-se à ficção publicando vários romances, destacando-se Os Clavinoteiros
de Belmonte - Uma história dos cangaceiros do cacau; contudo não abandonou a
história, oferecendo-nos Porto Seguro: história de uma esquecida capitania,
editado pela Assembleia Legislativa da Bahia em 1978.
Atualmente é colunista do site Brasil 247 e membro da
Academia de Letras de Porto Seguro.
Nota: como a editora é italiana, comercializa na Europa, e
ainda não possui distribuidor no Brasil, o livro pode ser encontrado em
livrarias da região ou diretamente com o autor (Whats App: (73) 9984-1375) e,
em edição digital, na Amazon.




