Especialista alerta que uso correto dos dispositivos de
retenção e planejamento da viagem são fundamentais para garantir a segurança
dos pequenos
As férias escolares de julho
costumam aumentar o fluxo de veículos nas rodovias e, também, multiplicar os
deslocamentos familiares para visitas, passeios e viagens. Nesse período, uma
preocupação merece atenção especial dos pais e responsáveis: a segurança das
crianças no trânsito.
Embora a maioria das famílias
esteja atenta ao uso do cinto de segurança, ainda são frequentes situações de
risco envolvendo o transporte inadequado de crianças, como viagens sem
cadeirinhas, uso incorreto dos dispositivos de retenção infantil ou permanência
dos pequenos no banco dianteiro do veículo.
De acordo com a legislação
brasileira, o transporte de crianças deve seguir regras específicas
estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determinam o
uso de dispositivos adequados conforme a idade e a estatura. O objetivo é
reduzir significativamente o risco de lesões graves e mortes em caso de
sinistros.
Segundo Luiz Gustavo Campos,
diretor e especialista em trânsito da Perkons, as férias não podem representar
uma oportunidade para relaxar hábitos. “Muitas viagens de férias envolvem
trajetos mais longos, períodos prolongados dentro do veículo e mudanças na
rotina. É fundamental verificar se todos os ocupantes estão corretamente
protegidos, especialmente as crianças, que possuem maior vulnerabilidade física
em situações de impacto”, explica.
Atualmente, a legislação determina
que crianças com menos de 10 anos que não tenham atingido 1,45 metro de altura
devem ser transportadas no banco traseiro utilizando dispositivos de retenção
adequados para sua faixa etária e peso. As regras foram atualizadas pela
Resolução 819/2021 do
Contran.
Além da utilização correta das
cadeirinhas, especialistas recomendam que os responsáveis observem a instalação
adequada dos equipamentos. Erros de instalação ou de acomodação da criança podem
comprometer a eficácia da proteção oferecida pelo dispositivo.
O exemplo educa também no trânsito
Outro cuidado importante está relacionado à organização da viagem. Bagagens
soltas no interior do veículo, excesso de ocupantes e distrações do motorista podem
aumentar os riscos durante o trajeto. “É comum que as crianças fiquem mais
agitadas durante viagens. Por isso, o planejamento faz diferença. Paradas
programadas para descanso e alimentação ajudam a tornar o deslocamento mais
confortável e seguro para todos”, afirma Campos.
O especialista também alerta para a
importância do exemplo dos adultos. O comportamento dos pais influencia
diretamente a percepção das crianças sobre segurança no trânsito. “Quando a
criança vê os adultos utilizando corretamente o cinto de segurança, respeitando
os limites de velocidade e adotando uma condução responsável, ela passa a
compreender que esses cuidados fazem parte da rotina e não são apenas uma
obrigação legal”, destaca.
Outro ponto de atenção durante as
férias é o aumento do tráfego em rodovias e áreas turísticas. Nesses locais, é
comum a presença de pedestres, ciclistas e veículos realizando manobras
inesperadas, exigindo ainda mais atenção dos condutores.
Para a Perkons, a segurança das
crianças no trânsito começa muito antes da partida. A escolha do dispositivo
correto, a instalação adequada, o respeito à legislação e a condução
responsável são medidas simples que fazem toda a diferença para garantir que as
férias sejam lembradas pelos bons momentos e não por situações de risco.
“Viajar em família é uma experiência que deve ser marcada pela tranquilidade.
Quando a segurança se torna prioridade desde o início, todos podem aproveitar
melhor o percurso e o destino”, conclui Campos.



