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| Foto: Pexels |
Pneumologista
explica como identificar cada uma delas, prevenir complicações e evitar erros
comuns na automedicação
Nariz entupido, coriza, espirros, dor de garganta e tosse são
sintomas comuns nesta época do ano e frequentemente geram dúvidas sobre qual
doença está causando o desconforto. Sinusite, rinite, gripe e resfriado
compartilham alguns sinais, mas têm origens, evolução e tratamentos distintos.
Saber reconhecer essas diferenças é fundamental para evitar complicações e,
principalmente, o uso inadequado de medicamentos.
Segundo Maria Cecília Maiorano, médica pneumologista e
coordenadora da pós-graduação em pneumologia da Afya Educação Médica que conta
com unidades em Vitória da Conquista e Salvador, o resfriado comum é causado
por diferentes vírus e costuma provocar coriza, espirros, congestão nasal, dor
de garganta leve e tosse, geralmente sem febre em adultos, com duração entre
cinco e dez dias. Já a gripe, causada pelo vírus Influenza, tem início súbito e
sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, cansaço
importante, tosse e dor de garganta. A fadiga, inclusive, pode permanecer mesmo
após o desaparecimento dos demais sintomas.
A especialista explica ainda que a rinite é uma inflamação da
mucosa nasal, geralmente de origem alérgica, caracterizada por espirros,
coceira no nariz, coriza clara e congestão nasal, sem febre. Já a sinusite, ou
rinossinusite, é a inflamação dos seios da face e costuma provocar congestão
intensa, secreção espessa, dor ou pressão na face, redução do olfato e, em
alguns casos, febre. "Quando os sintomas persistem por mais de dez dias,
pioram após uma melhora inicial ou já começam muito intensos, aumenta a suspeita
de uma infecção bacteriana, que exige avaliação médica", destaca.
Embora a maioria dos casos evolua de forma leve, alguns
sinais indicam que é hora de procurar atendimento médico. Febre alta
persistente ou que retorna após melhora, falta de ar, dor no peito, tosse com
sangue, confusão mental, dor intensa na face com inchaço ao redor dos olhos ou
sintomas nasais que permanecem por mais de dez dias merecem investigação.
Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pacientes com
doenças respiratórias crônicas também devem buscar avaliação com maior precocidade,
por apresentarem maior risco de complicações.
A prevenção, segundo Maria Cecília, combina vacinação,
hábitos de higiene e cuidados com o ambiente. Manter a vacina contra a gripe em
dia, seguir as recomendações para imunização contra a COVID-19, higienizar
frequentemente as mãos, manter os ambientes ventilados, evitar contato com
pessoas doentes e adotar hábitos saudáveis, como boa alimentação, hidratação e
sono adequado, ajudam a reduzir o risco de infecções respiratórias. Para quem
sofre de rinite, também é importante reduzir a exposição à poeira, ácaros, mofo
e fumaça de cigarro, além de manter o tratamento prescrito e realizar lavagens
nasais com solução salina.
A pneumologista também alerta para os riscos da
automedicação. Segundo ela, um dos erros mais frequentes é utilizar
antibióticos para qualquer quadro de nariz entupido ou secreção nasal, mesmo
quando a causa é viral ou alérgica. O uso prolongado de descongestionantes
nasais, assim como o emprego indiscriminado de antibióticos e corticoides,
também pode trazer prejuízos à saúde. "O mais importante é lembrar que
sintomas semelhantes podem ter causas diferentes. O diagnóstico correto é
fundamental para indicar o tratamento adequado, evitar medicamentos
desnecessários e reduzir o risco de complicações", orienta Maria Cecília
Maiorano.
Por Darana RP



