Ideia da "terceira via" começa tomar forma para as próximas eleições em Eunápolis

Eunápolis é uma cidade bonita, entretanto, cheia de problemas. Governos do passado, corruptos ou não, não cortaram o mal pela raiz, deixando a cidade crescer desordenadamente, sem planejamento, resultando no caos em que se encontra atualmente.

Asfaltos mal feitos (asfalto sonrisal) que derretem com qualquer chuva, saneamento básico inexistente além de centenas de falhas estruturais, como ruas de encostas, praças que viram lagoas e a famosa Feira do Bueiro que alaga facilmente em cada chuva forte, dando prejuízos a comerciantes, além de proporcionar riscos à saúde pública, sem contar com os altos índices de criminalidade.

Praça da Bandeira - Foto: Reprodução do Google Maps

Segundo informações da atual gestão, Eunápolis herdou várias dívidas públicas, a maior delas com o INSS, cujo valor ultrapassa R$ 650 milhões de reais, que impossibilita a maioria dos acordos federais em benefício da cidade.

Nas últimas décadas, apesar de cada eleição ter vários candidatos, na verdade a disputa sempre foi entre o grupo Dapé e o grupo do ex-prefeito Robério, que teve uma derrota acachapante nas últimas eleições municipais, mas conseguiu eleger a esposa Cláudia a deputada estadual e usa suas emissoras para se fortalecer prevendo uma nova disputa eleitoral.

Trevo de acesso ao centro da cidade - Foto: Reprodução

Os efeitos das tragédias das chuvas e os ataques da oposição acabam mudando a opinião pública e a partir daí a “divisão” começa a ser feita, dando início a uma nova opção, a chamada “terceira via”, que começa a tomar forma na tentativa de derrotar o grupo Dapé e o grupo Robério.

Vários nomes são cotados para a terceira via. Netto Carleto já deixou claro que pretende cumprir o mandato de deputado federal integralmente, mas apontou o nome da mãe, Marisa Carletto, como uma possível opção.


Av. Porto Seguro, centro de Eunápolis - Foto: Carlos Rheiz/Bocão64

A opinião política e popular estão convergindo para o ex prefeito Neto Guerrieri, um nome também forte, que fez um bom governo e sem rejeição. Se ele tiver uma Mariza Carletto como vice-prefeita, ou vice-versa, com certeza a disputa será acirrada.

Até lá, muita água vai rolar. Cordélia ainda tem dois anos pela frente e se cumprir promessas de campanha e reconstruir a cidade, será um osso duro de roer. O tempo é quem dita as regras. Esperemos.

Por Gabriel Mendes



Bocão 64

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