5º dia de pipoco no Carnaval de Porto Seguro: Tuca Fernandes, Parangolé e o bloco Não é Não fizeram história



Porto Seguro viveu um quinto dia de folia que entrou pra história com público gigante, energia positiva e um Carnaval com propósito, daquele que mexe com o coração e também com a economia da cidade. A Passarela da Cultura virou vitrine do que o destino tem de melhor quando junta organização, segurança e uma programação afiada. O resultado é gente feliz, turista encantado, comércio aquecido e a sensação de que a festa não para de crescer.


Quem puxou o bonde da emoção foi Tuca Fernandes, arrastando uma multidão pelo circuito oficial com uma sequência de hits que parecia não ter fim: É Saudade, Praieiro, Fevereira, Dourada Cor, Loucuras de Verão, Cuida do Álcool, Coração Insano, Desapego e mais. Foi canto coletivo, braço pra cima e muita dança. E no meio desse mar de gente aconteceu uma estreia que deu o tom do Carnaval de Porto Seguro em 2026. O Bloco Não é Não, com mais de 3 mil pessoas, provou que dá pra brincar bonito, com leveza e, principalmente, com respeito. A subsecretária Clara Gomides, coordenando o desfile desde o Trevo do Cabral, resumiu o recado. “Quando uma mulher diz não, é não. Em Porto Seguro, violência contra a mulher não tem vez”, frisou.


Depois, a noite ganhou ainda mais peso com Parangolé, sob o comando de Lincoln Senna, trazendo pagode e axé baiano em alta rotação e levantando uma multidão estimada em mais de 100 mil pessoas. Teve Tapa Tapa, É a Bahia, Sol, Verão, Relaxa e aquele swing que faz o chão tremer. E a avenida seguiu sacudida com os trios de Lucas Miranda e Di Dengo, mantendo a pipoca acesa, sem deixar a energia cair.


Enquanto o circuito oficial explodia, o Carnaval Cultural fez seu papel com força e identidade. Carnarock abriu a tarde na Praça Inaiá, Marinheiros veio frenético com Charanga 2 de Julho e Karine Ramos saindo da Casa da Lenha, e Adão e Eva trouxe a folia genuína com Charanga Pacatá, também concentrando na Casa da Lenha e seguindo até a Passarela. Em paralelo, a Prefeitura colocou estrutura onde ela faz diferença: estande de apoio aos catadores de latinhas com água, equipamentos e ponto de coleta, além do CAPITE acolhendo filhos de barraqueiros e ambulantes para que as famílias trabalhem com tranquilidade.


Porto Seguro inteira pulsou. Em Arraial d’Ajuda, Da Geladeira com Tainá Meoli saiu da Praça Carlos Parracho, bloco Nega Folia veio no sacode da Charanga Santa Rita e o Carna Porco tomou a Praça São Brás com humor e energia. Em Caraíva, Descarudas Ninjas e os Bofes de Elite desfilaram desde a Praça da Igreja com a charanga Filhos de Netuno, mantendo o simbolismo e o charme do distrito. “No fim das contas, foi isso, festa grande, organizada e com alma, do jeito que faz a gente olhar e dizer, sem medo: Porto Seguro tá entregando um Carnaval de respeito”, enfatiza o secretário de Turismo, Guto Jones.

Bocão 64

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