Monitoramento da Pesca no Sul da Bahia em 2025 aponta relevância econômica e desafios produtivos na região



Os resultados do Monitoramento do Desembarque Pesqueiro referentes ao ano de 2025 foram apresentados durante o encontro das comunidades pesqueiras do Litoral Sul da Bahia, nos dias 6 e 7 de maio, realizado no Centro Social da Colônia de Pescadores de Belmonte e na Casa de Cultura em Cabrália. O projeto, que é uma iniciativa da Veracel em parceria com a Ambipar, registrou um faturamento de mais de R$1,5 milhão na região.

Os dados revelam que a pesca artesanal segue como um pilar socioeconômico vital para a economia e a segurança alimentar das comunidades nos municípios de Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Coroa Vermelha. Dados do monitoramento apontam que o desembarque de Santa Cruz Cabrália se manteve como o principal polo financeiro, gerando um rendimento de quase R$ 1 milhão com a comercialização de 47,8 toneladas de pescado. Entre os principais recursos capturados na localidade estão o camarão sete-barbas, a guaiuba, o olho-de-boi, o dourado e o badejo.

Já a comunidade de Coroa Vermelha destacou-se pela alta frequência de atividades, com faturamento de cerca de R$ 350 mil. O foco quase exclusivo foi a pesca do camarão sete-barbas, com 73% da produção local. Em Belmonte, a pesca de linha predominou, com destaque para a captura de guaiuba, totalizando 7,9 toneladas e um faturamento de R$ 180 mil.

"Os dados do monitoramento são fundamentais para embasar a alteração da categoria do Parque Marinho de Coroa Alta para Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Esse acompanhamento contínuo é essencial para compreendermos padrões e variações da atividade, criando uma base histórica robusta para avaliar mudanças a longo prazo. Além de apoiar a gestão e o manejo, essas informações fortalecem a capacidade das comunidades de acessar novas oportunidades e garantem visibilidade às suas demandas reais", comenta Vanessa Fagundes Campos, da Ambipar.

Além dos portos, o levantamento de 2025 deu voz e visibilidade ao monitoramento participativo em diversas comunidades, evidenciando a riqueza da biodiversidade local:

Vila do Guaiú: Registrou 15 toneladas de produção, com o olho-de-boi representando quase um quarto do total;

Santo Antônio: Somou 10,6 toneladas, com uma produção diversificada liderada pelo polvo e mistura;

Marisqueiras de Belmonte: Tiveram papel fundamental no beneficiamento de 5,3 toneladas de pescados, sendo o caranguejo o principal recurso;

Rio Jequitinhonha: A foz do rio contribuiu com 2,7 toneladas, com concentração na pesca de sardinha.

 

O Valor da Informação para a Pesca Artesanal – O monitoramento do desembarque pesqueiro é uma ferramenta essencial para a gestão dos recursos naturais e para o fortalecimento das comunidades. Ao registrar não apenas o volume, mas o rendimento financeiro e o esforço de pesca, o projeto permite que pescadores e marisqueiras tenham dados concretos para pleitear políticas públicas e melhorias para a categoria, como por exemplo a criação da EDS Marinha de Coroa Alta. 

"A conclusão de mais um ciclo de monitoramento reforça o compromisso da Veracel com a transparência e o desenvolvimento do nosso território. Ao completarmos uma década de série histórica, entregamos às comunidades não apenas números, mas uma ferramenta de gestão poderosa. Ver que esses dados provam que a informação técnica, quando compartilhada, gera conquistas sociais reais e segurança jurídica para o pescador artesanal”, finaliza Alexandre Campbell, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da Veracel.

Bocão 64

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