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| Cláudia Costa, reumatologista (Acervo pessoal) |
Com a chegada do período junino e a queda das temperaturas em diversas cidades
da Bahia, pessoas que convivem com doenças reumáticas costumam perceber aumento
das dores, da rigidez e do desconforto articular. Entre as enfermidades mais
comuns estão a artrite reumatoide, a osteoartrite (anteriormente chamada
de artrose ou osteoartrose) de mãos e a fibromialgia, condições que afetam
milhões de brasileiros. Estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia
apontam que as doenças reumáticas atingem cerca de 15 milhões de pessoas no
país. Segundo a reumatologista Cláudia Costa, da Novaimuno – Grupo CITA, embora
o frio baiano não costume ser tão intenso quanto em outras regiões do Brasil,
as temperaturas mais baixas registradas, principalmente em municípios do
interior durante os festejos de São João, podem ser suficientes para
intensificar os sintomas em pacientes predispostos.
A relação entre frio e dores
articulares ainda é objeto de estudos científicos, mas a experiência clínica
mostra de forma consistente o agravamento dos sintomas nessa época do ano. “As
temperaturas mais baixas favorecem a contração muscular, aumentam a rigidez das
articulações e provocam redução da circulação sanguínea nas extremidades,
especialmente nas mãos, fator que amplifica a percepção da dor. Por isso,
pacientes com artrite reumatoide, osteoartrite de mãos e fibromialgia costumam
relatar piora dos sintomas durante esses meses. Além disso, o frio leva muitas
pessoas a diminuírem a prática de atividades físicas e a permanecerem mais
tempo em repouso, contribuindo para perda de flexibilidade e agravamento do
desconforto”, explica Cláudia Costa.
Durante os festejos juninos, quando
é comum viajar para cidades do interior baiano, alguns cuidados simples
podem ajudar a minimizar os sintomas. “Manter o corpo aquecido, especialmente
mãos, pés e articulações mais afetadas, é uma das principais recomendações.
Pacientes com fenômeno de Raynaud, condição frequente em algumas doenças
autoimunes, podem apresentar mudanças de cor nos dedos, além de dor e
formigamento devido à redução temporária do fluxo sanguíneo provocada pelo
frio. O uso de roupas adequadas, casacos, meias e mantas pode fazer diferença
na prevenção desses sintomas. Também orientamos que os pacientes evitem longos
períodos de inatividade, realizando caminhadas leves, alongamentos e exercícios
prescritos pelo médico ou fisioterapeuta, mesmo durante viagens ou momentos de
lazer”, orienta a reumatologista.
Outro ponto importante é não interromper o tratamento por conta própria. O uso correto das medicações, a hidratação adequada e a manutenção das consultas de acompanhamento são fundamentais para controlar a doença ao longo do ano. “É importante lembrar que sentir mais dor no frio não significa necessariamente piora da doença, mas uma resposta do organismo às mudanças climáticas. Por isso, o acompanhamento regular com o reumatologista e a adoção de medidas preventivas são essenciais para atravessar esse período com mais conforto e qualidade de vida”, destaca Cláudia Costa.
Fortalecer o sistema imunológico no inverno, manter uma rotina de sono regular e uma alimentação rica em ômega 3, presente em peixes como salmão e sardinha, além do consumo adequado de frutas, legumes e verduras, também é fundamental. “Os festejos juninos representam um período de exceção na rotina, mas é importante que hábitos saudáveis sejam mantidos durante todo o ano. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e suplementação individualizada, quando indicada pelo médico, ajudam no controle da inflamação, na imunidade e na saúde geral. A vacinação contra a gripe também contribui para prevenir infecções respiratórias que podem impactar negativamente pacientes com doenças reumáticas”, conclui a especialista.
Por: Lume Comunicação Integrada
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